Apneia do sono é um distúrbio caracterizado por interrupções breves (por mais de 10 segundos) e repetidas da respiração durante o sono, causando um sono fragmentado e não restaurador, além de quedas cíclicas da oxigenação sanguínea. Está associada a diversas complicações cardiovasculares e metabólicas, déficit de memória e prejuízo cognitivo, irritabilidade, sonolência diurna excessiva e aumento do risco de acidentes automobilísticos e de trabalho.
As complicações metabólicas associadas à apneia obstrutiva do sono são: aumento da resistência à insulina e aparecimento de diabetes mellitus, obesidade associada ao sedentarismo, aumento de colesterol, triglicerídeos e ácido úrico.
Do ponto de vista comportamental, as pessoas com apneia obstrutiva do sono costumam relatar cansaço, fadiga, sonolência diurna excessiva, déficit de memória, irritabilidade, dificuldade de atenção.
Nas crianças, a apneia obstrutiva do sono pode se manifestar por déficit no aprendizado.
Prevalência:
Apneia obstrutiva do sono é uma doença extremamente prevalente, por conta do envelhecimento e o aumento da obesidade na população. Acredita-se que mais de 20% da população mundial, dentre os adultos, possam sofrer deste distúrbio.
Quando devemos suspeitar:
Os principais fatores de risco são: sexo masculino, obesidade e idade avançada.
Existem certos grupos populacionais com prevalência muito elevada, tais como: indivíduos com hipertensão arterial resistente, com fibrilação atrial, obesos mórbidos, indivíduos com acromegalia, hipotireoidismo e síndrome de Down.
Nas mulheres, a prevalência de apneia obstrutiva do sono aumenta consideravelmente após a menopausa.
Os principais sintomas associados à apneia obstrutiva do sono são: ronco alto e perturbador, apneias presenciadas, sensação de sufocamento/asfixia, nictúria, sonolência diurna, cansaço e cefaleia matinal.